Mundo Higeia

Bem Vindo a este Mundo!

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

É a depressão um problema inflamatório?

imagem copiada net

Nunca na história se sofreu tanto de Depressão, pelo menos nos países ocidentais.
Apesar da grande oferta de medicamentos para a combater, a depressão se converteu numa praga.
Com grande pena pela parte da profissão psiquiátrica, mas nem o melhor antidepressivo pode oferecer uma cura fiável para este problema.
Por exemplo, os Inibidores seletivos de recaptação da serotonina (ISRS), vulgarmente conhecidos pelos nomes de Prozac, Zoloft, Paxil e Lexapro, não só reduzem o desejo sexual, como produzem dores de cabeça, problemas de sono, nervosismo, assim como duplicam os pensamentos suicidas (“association between suicide attemps and selective serotonina reuptake inhibitors:systematic review of randomised controlled trials”, British Journal of Medicine 2005).
Pode parecer estranho que um medicamento para combater a depressão incremente as tendências suicidas, mas estudos mostram esta realidade.

A Inflamação como uma das causas da Depressão

A Ciencia sabe que há uma relação directa entre o menor consumo de ácidos gordos ómega 3 e uma maior taxa de depressão.
O Dr. Mark Hyman em “The Ultramind Solution”, de 2008 página 180 disse: “um fator provavelmente ignorado no problema da depressão é a inflamação”.
- Certas citoquinas inflamatórias aumentam a função de uma enzima (IDO) que destrói o Triptofano, reduzindo a serotonina no cérebro.
- Na depressão o sistema imunitário está sobre-activado o que cria inflamação neuronal.
- Usar terapia imunitária como o interferon (uma citoquina inflamatória) empregue contra doenças como a hepatite C agrava a depressão.
- As citoquinas inflamatórias sobre-activam o hipotálamo, a glândula pituitária e as supra-renais, algo que falha nos pacientes com depressão.
- Citoquinas inflamatórias como a interleuquina 1, a 6 e o TNF (factor de necrose tumoral) alfa, assim como toxinas que produzem inflamação geram sintomas de depressão e ansiedade.
- A depressão é mais comum em doenças com alto componente inflamatório como nas doenças cardiovasculares e nas auto-imunes.

É semelhante ao problema do ovo e da galinha. Quem surgiu primeiro foi o ovo ou a galinha? 
Neste caso, é a depressão que causa a inflamação, ou é a inflamação que causa a depressão?
É um círculo vicioso, pois o efeito da inflamação conduz à depressão e esta exacerba ainda mais a inflamação.

Os antidepressivos não só têm uma efetividade limitada como têm múltiplos efeitos secundários, além disso são caros.
A boa medicina só pode ser considerada eficaz se tiver o mínimo de efeitos secundários ou mesmo não tê-los.

Pensemos numa outra medicina contra a depressão, uma medicina com uma dieta anti-inflamatória, junto com exercício físico.
Sabe que no “ Exercise and pharmacotherapy in the treatment of major depressive disorder, Pshycosom, Med., 2007” diz: “ o exercício é mais efetivo a reduzir a depressão que os antidepressivos”.

Pense nisto e perceba o quanto é urgente e necessário, introduzirmos na nossa cultura, nos nossos hábitos uma alimentação anti-inflamatória.
É uma herança que deixamos aos que surgem após nós.


 Fonte: publicado por Adolfo David em Life Extenson, traduzido e adptado por Mundo Higeia.

Sem comentários:

Enviar um comentário