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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Quando o Cancro desaparece: o curioso fenómeno da “remissão inesperada”.

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Este artigo foi traduzido da – newsletter do IONS – institute of Noetic Sciences, que trata do “mistério” da remissão espontânea, portanto inesperada do cancro.
Como poderá ser visto, o artigo mostra os pontos em comum nos casos em que aconteceu a dita remissão, e coloca algumas teorias (alternativas é claro, porque ortodoxamente não há uma explicação satisfatória para isso) que tentam explicar o “fenómeno”.
O artigo é de Kelly A. Turner, pesquisadora, palestrante e consultora no campo da Oncologia Integrativa.

Todos nós já ouvimos uma história como esta.
 Depois de tentar todos os métodos que a medicina ocidental tem a oferecer, é dito a uma pessoa com cancro estágio 4 que não há mais nada que os médicos possam fazer, e é mandada para casa para recebermos cuidados paliativos. Cinco anos depois, aquela pessoa volta ao consultório médico, apresenta-se ótima e sem nenhuma evidência de cancro.

Em linguagem medica, este tipo de caso é referido como remissão espontânea, que é definido como: “o desaparecimento, completo ou incompleto do cancro sem tratamento medico ou com tratamento medico que é considerado inadequado para produzir o desaparecimento dos sintomas da doença ou mesmo o tumor.” 
Muitos pesquisadores, incluindo eu mesma, acreditam que o espontâneo é um termo improprio que deveria ser mudado para inesperado ou improvável. Pensamos assim porque apenas algumas poucas coisas são verdadeiramente espontâneas – ocorrendo puramente por acaso. É mais provável que estas remissões tenham uma causa – ou duas, ou três – que a ciência ainda não identificou.

Independentemente de como chamamos, a remissão inesperada ocorre, e mais de mil casos já foram publicados em revistas médicas. Milhares devem ter provavelmente ocorrido, mas não foram publicados, porque a maioria dos médicos não despende tempo para escrever um relatório e envia-lo para uma revista medica – e é o único jeito para rastrear estes casos.

De certo modo é compreensível.
Como se pode pesquisar algo que você não consegue explicar?
Muitos médicos convencionais se sentem ameaçados por estas curas “milagrosas” e não querem falar sobre elas – muito menos pesquiza-las – por medo de darem uma “falsa esperança” para os seus outros pacientes.
De fato, a maioria dos sobreviventes da remissão inesperada que estudei estavam emocionados por finalmente encontrarem um profissional interessado em saber como haviam-se curado. Eles frequentemente lamentam: “meu medico nem perguntou como eu consegui”

Talvez porque eu sou uma pesquisadora qualitativa e não uma medica, eu sempre fui fascinada por casos de remissão inesperada.
Quando comecei a estudar o meu doutoramento na Universidade da Califórnia, em Berkeley, eu estava desapontada em ver quão pouca pesquiza tinha sido feita neste tema.
O primeiro problema que vi, foi que não havia banco de dados em que eu pudesse facilmente encontrar e analisar estes casos. O segundo problema que notei foi que dois grupos de pessoas foram grandemente ignoradas na pesquiza: os próprios sobreviventes, bem como os curandeiros não-alopáticos. Parecia estranho não pedir as opiniões das pessoas que se curaram de forma a se poder explicar as remissões inesperadas. Eu também não conseguia entender porque, ao tentar explicar a cura que por definição não era resultado de um tratamento alopático, nós não estávamos a procurara as hipóteses nos curandeiros não-alopáticos.

Como resultado, a minha pesquiza de dissertação envolveu coletar hipóteses desses dois grupos previamente ignorados, sobre porque as remissões inesperadas podem ocorrer.
Mais especificamente, eu passei dez meses a viajar pelo mundo à procura de cinquenta curandeiros não-alopáticos do cancro.
A minha pesquiza levou-me a entrevistar curandeiros dos Estados Unidos, China, Japão, Nova Zelandia, Talandia, India, Irlanda, Zâmbia, Zimbabwe, e Brasil (tradutores foram solicitados quando necessário).

Quando retomei desta viagem incrível, encontrei vários casos não publicados de remissão inesperada e conduzi entrevistas telefónicas com os sobreviventes. Sou grata à Sociedade Americana do Cancro por fornecer o financiamento parcial deste estudo.

Minhas entrevistas de setenta horas de duração resultaram em mais de três mil páginas de transcrições, que analisei varias vezes para encontrar temas comuns.
Eu identifiquei mais de setenta e cinco “tratamentos” para o cancro, seis deles eram “muito frequentes” entre as setenta pessoas.

O QUE ENCONTREI DE COMUM ENTRE TODOS

Alterar as condições sob as quais o cancro se desenvolve
A maioria dos meus entrevistados acreditavam que o cancro se desenvolve sob certas condições sub-ideais no sistema mente-corpo-espirito e para remover o cancro, essas condições subjacentes têm de ser mudadas. O Curandeiro do Havai, explicou desta forma:
“As recuperações mais bem-sucedidas entre as pessoas com cancro, parecem estar fortemente associadas com grandes mudanças no comportamento mental, emocional e físico. O que é importante para uma pessoa, é claro, pode não ser o mesmo para a outra… eu sei de um caso de sucesso onde uma mulher deixou sua família, associou-se a uma nova religião, mudou seu vestuário, mudou sua dieta e até passou a viver noutro país. Talvez ela precisasse de todas essas mudanças, ou talvez não, mas no geral isso funcionou para ela. Eu sei de outra pessoa, um homem que simplesmente parou de tentar superar o seu pai, e isso funcionou para ele…”

Doença = Bloqueio / Saúde = Movimento
A maioria dos meus entrevistados também acredita que qualquer doença, incluindo cancro, representa um bloqueio no sistema corpo-mente-espírito. Consideram que quando há Saúde, não há bloqueios, a energia e tudo o resto circula sem entraves.

A energia permeia Corpo – Mente- Espírito
Uma das crenças que a maioria dos entrevistados se debateu, foi a ideia de que a interação entre corpo-mente-espirito existe e que a energia permeia todos esses três níveis.
Um disse:
“Você tem a cura na mente, no corpo e no espirito. A maioria de nós que vivemos em nossos corpos físicos, não sabemos sobre corpos espirituais ou emocionais. E, nós temos que nos conectar com os três.” 

Além destas crenças sobre a Saúde, há seis tratamentos que os sobreviventes do cancro e curandeiros falaram com mais frequência.
Eles estão listados abaixo:

Alterar a Dieta
A maioria dos meus entrevistados acreditava que era importante mudar a dieta para principalmente hortaliças integrais, frutas, cereais e feijão, ao mesmo tempo eliminar a carne, os lacticínios, os grãos refinados, assim como o açúcar.
 Um dos sobreviventes que superou um cancro de fígado sem tratamento médico convencional, explica as principais mudanças que ele fez na sua dieta:
“ Eu me curei apenas por fazer uma dieta vegan básica, predominantemente crua e suplementando-a com sucos, como o de cenoura, que é cheio de nutrientes. E a razão pela qual os sucos são tão importantes é porque nós devastamos basicamente toda a nossa produção…esta é a razão para se usar sucos como suplemento….de repente o corpo diz, UAU! É como regar a relva quando está seca.”

Aumentar a Espiritualidade
A maioria dos meus entrevistados também relatou sentir – não apenas acreditar, mas realmente sentir – uma sensação interna de uma energia divina, amorosa. Alguns até tiveram experiencias transcendentais, como o sobrevivente que se curou de um cancro do pulmão sem tratamento médico convencional:
“ Fiz um retiro de dez dias, em silêncio, onde você não podia falar, você meditava umas catorze horas por dia. Eu tive uma experiencia que não posso explicar. Era como se de repente houvesse um flash e nos meus olhos podia ver rios de energia girando e ao mesmo tempo sentia a mesma coisa através de cada célula do meu corpo. E há uma palavra para isso, mas eu esqueci, mas o professor disse: você sentiu sua alma. Você sentiu sua verdadeira essência. E eu disse: eu senti Deus? E ele meio a sorrir disse: algumas pessoas podem chamar assim.”

Sentir Amor/ Alegria / Felicidade
Também se discutiu a importância de aumentar o amor, e a felicidade em sua vida a fim de ajudar a recuperar a saúde.
O sobrevivente de um linfoma raro sem tratamento medico convencional disse que passou a sentir amor por tudo e por todos. Sentir amor incondicional todo o tempo, curou-lhe o cancro.

Libertar Emoções Reprimidas
Acreditavam que era importante liberar emoções a que se tinham apegado, como o medo, a raiva ou a tristeza.
O sobrevivente que superou um cancro de pâncreas sem tratamento medico convencional, explica a sua visão sobre este processo:
“Eu acreditava que a energia presa no meu corpo que formava a massa, que os médicos chamavam de cancro, tinha sido causada por padrões de pensamento que não estavam sendo liberados. Então se é cancro de rim é provavelmente medos excessivos, se é cancro de pulmão é mágoa e tristeza que não foi resolvida. Estas formas de pensamentos seguram-se na memória celular e provocam estes crescimentos.”

Tomar Ervas ou Vitaminas
Os meus entrevistados também tomaram varias formas de suplementos e ervas para ajudar na desintoxicação do organismo e aumentar a imunidade.
O que disse o sobrevivente do cancro de colon estagio 3:
“ Eu acho que o que mais influenciou a minha cura foi um suplemento que tomei, com varias plantas diferentes. Pesquizei e descobri que neste suplemento existia sete plantas combatentes do cancro, por isso ele o destruiu.”

Tomar o controle das decisões de saúde
A grande maioria dos sobreviventes inesperados relataram ter assumido um papel mais ativo na tomada de decisão sobre a sua saúde, ao contario de aceitar passivamente o que quer que os médicos lhes dissessem.
A sobrevivente do cancro de mama metastático recorrente, após a medicina convencional falhar, descreve desta forma:
“ uma vez que o pânico e o medo tinham desaparecido, depois do cancro de mama voltar pela quinta vez, senti tanta certeza como nunca de que a única pessoa que poderia me salvar era o cientista interior. Por cinco anos, eu fiz tudo o que os médicos tinham prescrito… desta vez, decidi que olharia para o cancro de mama de forma isolada, como uma cientista natural, e tentaria entender a doença como um tipo de fenómeno natural.”

Querer Viver
Todos demonstraram uma forte vontade em viver.
Uma das sobreviventes que superou um cancro de mama sem medicina convencional, mostra bem essa obstinação:
“ o medico me disse: depois de você fazer cirurgia e a quimioterapia ou radio, podemos dar-lhe mais cinco anos para viver. E eu pensei, eu quero viver mais de cinco anos! Assim, quando o medico disse isso eu fiquei louca… então eu sai com a atitude de tudo fazer para não morrer.”

Receber Apoio das outras Pessoas
Os sobreviventes referiram o amor que receberam.
Uma delas disse:
“Uma das coisas que eu aprendi quando tive cancro, é que sou valorizada…eu era capaz de compartilhar a experiencia que estava a viver e as pessoas reagiam e entravam em cena para fazer o que fosse necessário. Foi um grande ensino do Universo, o de que toda a vida é valorizada. Eu não era valorizada porque era eu, minha pessoa necessariamente, mas porque minha vida tem valor. Toda a vida tem valor, e isso inclui a minha… é uma consequência maravilhosa dessa doença, a efusão do Amor. Bem, talvez seja o propósito.”

Para encerrar, eu gostaria de dizer que acredito firmemente que esta e outras pesquizas podem nos levar a um novo paradigma de conhecimento científico, através de se investigar as remissões inesperadas – ao invés de as ignorar – assim podemos fazer progressos significativos na guerra contra o cancro.

 Fonte: tradução e adaptação de Karina para o Inconsciente Coletivo




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