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terça-feira, 12 de junho de 2012

Sentir o Corpo Interior


imagem copiada net
Apesar da identificação com o corpo ser uma das formas mais básicas do ego, o que importa realçar é que também é a forma que podemos ultrapassar com mais facilidade. Ultrapassamo-la não tentando convencer de que não somos o nosso corpo, mas deslocando a nossa atenção da forma exterior do nosso corpo e dos pensamentos acerca dele – bonito, feio, forte, fraco, demasiado gordo, demasiado magro – para a sensação de vitalidade que reside dentro dele. Independentemente da aparência do nosso corpo ao nível externo, isto é, para além da forma exterior existe um campo de energia intensamente vivo.

Se não tiver familiarizado com a consciência do seu corpo interior, feche os olhos por alguns momentos e descubra se existe vida dentro das suas mãos. Não questione a sua mente, pois ela responderá: “Não sinto nada”. Provavelmente dirá também: “dá-me algo mais interessante em que pensar”. Por isso em vez de fazer perguntas à sua mente, vá diretamente às mãos. Quero dizer que se torne consciente da sensação subtil de vitalidade latente nas suas mãos. Ela está lá. Só tem de concentrar a sua atenção nas suas mãos para se aperceber dela. Pode ter uma leve sensação de formigueiro inicialmente e depois sentir energia e vitalidade. Se concentrar a sua atenção nas suas mãos durante algum tempo, a sensação de vitalidade intensificar-se-á. Algumas pessoas nem sequer precisam de fechar os olhos. São capazes de sentir as suas “mãos interiores” enquanto estão a ler isto.
 Em seguida, concentre a sua atenção nos seus pés por alguns momentos, e comece a sentir simultaneamente as suas mãos e os seus pés. Vá adicionando outras partes do corpo – pernas, braços, abdómen, peito e assim por diante – até ganhar consciência do corpo interior como uma sensação global de vitalidade.

Aquilo que chamo “corpo interior” já não é concretamente o corpo, mas sim a energia vital, aponte entre a forma e a ausência de forma. Pratique o exercício de sentir o seu corpo interior com regularidade. Por exemplo, veja se consegue sentir o corpo interior sempre que estiver a ouvir alguém falar. Parece quase um paradoxo: quando está em contato com o corpo interior, já não se identifica com o seu corpo nem com a sua mente. Isto significa que já não se identifica com a forma, deslocando-se assim da identificação com a forma para a ausência de forma, que também podemos designar por SER. Esta é a sua identidade essencial.
 A consciência do corpo não só o mantém firme no momento presente, como também equivale a uma das formas de libertação da prisão que é o ego. Além disso, reforça o sistema imunitário e a capacidade de o corpo se curar.

Fonte: copiado de Eckhart Tolle no livro “um novo mundo”

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