Mundo Higeia

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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Ajudamos…ou não ajudamos?

imagem copiada net

Um monge budista caminhava com o seu discípulo pelas ruas de uma cidade. Avistaram um homem caído no chão.

O monge manteve o seu rosto sério, sem nenhuma alteração emocional e com a cabeça erguida seguiu o seu caminho.
O discípulo olhou o mestre, olhou o homem no chão e fez um gesto de intenção de ajudar o homem a se levantar.
O mestre impediu-o e indicou-lhe seguir o seu caminho.

Caminharam em silêncio, cada um entregue aos seus pensamentos.
O discípulo não compreendia.
 O seu mestre que sempre lhe ensinou a ajudar o próximo, a ter compaixão, sentimentos de fraternidade. Como entender esta atitude?

Depois de algum tempo, o mestre disse: 
Você não entendeu o que aconteceu? 
Escute com atenção – quando encontrar alguém caído, a fazer esforço para se levantar, mesmo que seja a mexer apenas o dedo mindinho, ajude-o, vale sempre a pena. 
Mas… sempre que encontrar alguém caído, observe, se não está a fazer nenhum gesto mínimo para se erguer, deixe-o e siga seu caminho, pois ele não se quer levantar, e você arranjará problemas…

5 comentários:

  1. Boa tarde, vi o filme que postou "somos todos diferentes". Gostei muito, chorei baba e ranho, porque sinto tudo intensamente, tenho a capacidade de aprender a lição pela experiência de vida de outras pessoas, consigo colocar-me na pele, sentir tudo o que contam, talvez porque tenho essa sensibilidade.
    Como sabe, vivemos numa grande descriminação social a todos os níveis. Começando desde o tempo escolar até morrer, nunca somos perfeitos, nunca agradamos completamente, somos apontados por tudo, sejam atitudes correctas ou menos correctas. Acho que erramos todos por falta de sabedoria e inconsciência!
    Há pessoas que lutam durante anos, procurando várias soluções para os seus vários problemas ou apenas um só, que poderá ser a descriminação que sofre em todas as etapas da sua vida, porque é novo, porque é inexperiente, porque sabe tudo, porque é velho para trabalhar após os 35 e novo para se reformar…uma lista enorme como sabe.
    Toda a gente sabe disto mas todos se preocupam em seguir o seu caminho entre os pingos da chuva, porque teem cunhas, amigos, família e vão se safando, esses não se preocupam em lutar para melhorar mentalidades, purificar os corações, porque a chuva parece não os atingir, até um dia que só o universo saberá qual é, e nesse dia a pessoa vai dizer “que mal fiz eu para merecer isto”, pois é não fez mal nenhum a ninguém apenas se esqueceu de fazer o bem.
    Relativamente à história simbólica de não ajudar quem está no chão porque não mexe nem sequer o dedo mindinho, discordo completamente. Esqueceu-se do julgamento que já postou antes. A pessoa que não ajudou, fê-lo por julgamento aparente, não se deu ao trabalho de perceber se a pessoa não mexeu o dedo mindinho porque pode estar paralítico de tanto lutar ou pedir ajuda, não se preocupou em saber qual a história de vida que ficou para trás das suas várias lutas e que pode ter ficado paralítica por não aguentar mais. É nessas alturas em que já não há forças para lutar sozinho que é necessário a misericórdia de alguém nem que seja para retirar a pessoa do fundo do poço e dar-lhe uma cana de pesca ensinando-a a pescar. Conheço uma situação de uma pessoa que adorava a vida, sempre lutou contra muitas e várias descriminações, um dia viu-se envolvido no mar que o levava mas ele continuou a lutar contra a maré, até que ficou cheio de cãibras a espumar-se, só o seu cérebro continuava a pedir para não morrer. Acha que dava para mexer o dedo mindinho?
    Relativamente ao filme, muitos viram uma criança com problemas mas ninguém a soube ajudar. Se não aparecesse aquele professor que se identificou com a criança e suas necessidades prontificando-se a ajuda-la. Que acha que seria dela?
    Continue a postar, porque é necessário aprendermos uns com os outros!!!

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  2. Olá!
    É tão bom abrir o blogue e termos um comentário, por isso muito obrigada pelo seu.
    Pensei…pensei…sobre o que ía dar como resposta ás suas interrogações, mas…desculpe…não sei o que lhe dizer, por isso agradeço o comentário, desejo-lhe tudo de bom.
    Um grande beijinho.

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  3. Olá!
    É tão bom abrir o blogue e termos um comentário, por isso muito obrigada pelo seu.
    Pensei…pensei…sobre o que ía dar como resposta ás suas interrogações, mas…desculpe…não sei o que lhe dizer, por isso agradeço o comentário, desejo-lhe tudo de bom.
    Um grande beijinho.

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  4. Concordo consigo anonima em parte de tudo o que diz. No meu caso se não fossem os poucos mas bons amigos que tenho, que acreditam em mim e me ajudaram a erguer, eu não conseguiria, porque infelizmente neste mundo, dinheiro é poder. Bjinhos e continuação de lucidez.
    Ana

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