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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A Longevidade de Supercentenários

A longevidade acenta numa vida simples longe das grandes cidades, numa dieta vegetariana predominantemente natural, também é importante manter atividade física diária que pode ser o cuidar de uma Horta familiar.
Estes são os principais fatores em comum, na maioria das pessoas com cem anos e em estado de saúde invejável. Isto nos diz Guillermo Caba.

Em todo o nosso planeta existem pessoas que chegam a um seculo de vida nestas condições… o que põe em questão os pressupostos benefícios da nossa sociedade urbana-industrial.
Se fizermos uma pesquiza de estudos que tenham sido feitos pelos serviços de saúde dos países industrializados sobre os fatores que contribuem para uma vida plena e centenária, vamos ficar chocados, é que eles não existem.
Normalmente a elevada percentagem de pessoas centenárias se localiza longe da dita civilização.
Assim Vilcabamba, uma povoação situada no coração dos Andes Equatorianos, é conhecida como o vale dos centenários. Outros lugares privilegiados são a região do Caucaso, zona que abarca Georgia, Armenia e Azerbaiján, o vale do Hunza nos Himalaias Ocidental, e a Ilha Japonesa de Okinawa.
Nestas regiões onde o “progresso” tem chegado pouco, seus habitantes vivem sem a concorrência dos mercados, sem recordes de audiência, sem maximizações de lucros nas empresas, sem todas estas coisas.
Neste sentido , é muito revelador que Joan ruidavets Menorca, que ao atingir 114 anos foi reconhecido como o homem mais velho do mundo, pergunta ironicamente: “Porque é tão importante estar no livro Guinness de recordes?

Na hora de atribuirmos o viver muito ou pouco à genética, tenho de indicar um estudo sobre a saúde de Joan que revela precisamente que as condicionantes genéticas não tinham muita influência na longevidade, onde os investigadores concluíram que a boa saúde se devia a fatores ambientais e ao estilo de vida.

Qual é o segredo da longa vida dos centenários?
O médico gerontologo Victor Lopez Garcia, diz que outro dos fatores que contribuem para a longevidade é as pessoas terem confiança nelas próprias. Diz claramente, que mais do que passar a vida a ouvir os conselhos das políticas sanitárias – sempre marcadas por interesses económicos e lóbis – o que estas pessoas tem feito ao longo de suas vidas, era a única coisa que podiam fazer nestes ambientes fechados: escutarem a si mesmos.
Fazem parte de uma geração de pessoas que no abrigo do seu Mundo perto da natureza, não receberam vacinas quando eram crianças, não fizeram nada na menopausa, nunca escutaram os conselhos de prevenção durante o verão, ou seja nunca tiveram medo do sol, nem usaram protetores solares, nunca fizeram mamografias, nem tão pouco nunca escutaram conselhos publicitários de como levar uma vida saudável.

Seja como for, o mais interessante é que quando questionados sobre o segredo da sua longevidade, não há nenhum que diga que foi graças a um médico ou a determinados medicamentos. Neste sentido, a pessoa que atualmente mantem o recorde de longevidade com 122 anos, Jeanne calment, atribui a sua avançada idade ao azeite que utilizava na sua alimentação, ao copo de vinho do porto e ao cigarro que fumava de pois de comer – habito que abandonou aos 117 anos.
Segundo o médico Victor Garcia, estas pessoas longevas “sabem o que querem e tratam de o conseguir” e mais importante é que o “fazem independentemente do critério dos outros”.

Os centenários são pessoas que ao contrário de deixarem-se levar por uma atitude passiva perante a vida, mantem uma atitude ativa no seu quotidiano.
Assim, Dizia Remei, uma longeva: “não sei porque que esta gente vê televisão? Não se dão conta que só dizem mentiras? Esta costureira de profissão fazia exercícios matinais de respiração até aos seus 105 anos, assim como Joan Riudavets que se ocupou de sua horta atá aos 102, ou Jean Calment que andou de bicicleta até aos 100 anos.
Outro dos aspetos presentes na mentalidade destas pessoas é na hora de afrontar as próprias vicissitudes, o que o fazem com certa ironia. Assim quando Jean Calment fez 120 anos, perguntaram-lhe o que esperava do futuro, o que respondeu: “ um futuro muito pequeno”. Ter humor é fator de longevidade, se não vejam pela conversa que tive com uma anciã no hospital, onde fui voluntario. Foi mais ou menos assim:
- Quando sair daqui tenho de ir ao baile
- Mas, vai quando estiver melhor, não?
- Tenho 94 anos. Isto não é nada.
- Ai… não?
- Oh jovem, meu tio viveu 115 anos, e outro familiar do povoado tem 107.
- Viveu 115? Mas como?
- E minha tia morreu com 100 anos porque teve azar.
- Que aconteceu?
- Caiu do cavalo.

Baseado no trabalho de Guillermo Caba
http://www.ecoticias.com/alimentos/59137/inauguran-en-huelva-una-nueva-planta-de-biodiesel-biocombustibles-gasolina

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